segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O novo velho campus


Esse começo de 2009 tem sido bem tumultuado na Unesp-Franca. A mudança do campus para um novo lugar, afastado do centro, foi idealizada pelos órgãos dirigentes há muitos anos, mas só agora é que realmente está acontecendo. Embora com muito atraso o processo de mudança das instalações iniciou-se no mês de janeiro.

O campus

É inegável que há um grande avanço com relação à estrurura. O espaço é bem maior, as salas são mais numerosas e espaçosas, tem uma modesta quadra poliesportiva, um restaurante universitário digno de uma universidade e até uma avenida dentro do campus. É uma pena que não haja um grande espaço comparável ao salão nobre do campus antigo; o mais próximo disso é o já carinhosamente apelidado "salão pobre" da nova sede unespiana.

Até agora, apenas funcionam no campus novo o Anexo do Juizado Especial Cível e a nova creche da Unesp. Já era pra vários setores e departamentos terem sido transferidos ao novo espaço, mas a falta de estrutura ainda é alarmante: não há linha telefônica nem acesso à internet no campus novo; muitos prédios ainda nem estão prontos, isso sem falar nos espaços que estão ainda na planta. Espaços como centros acadêmicos e salas de extensão universitária ainda estão no mundo das ideias.

O Governador Serra foi pra Franca com sua comitiva tucana e fez um carnaval antecipado regado a Lambrusco pra celebrar a inauguração do local, Acompanhado das figurinhas políticas locais, Serra elogiou a atuação unespiana na comunidade e a rasgação de seda de sempre (leia-se pré-campanha para as próximas eleições). No entanto, o campus novo está tão longe de ficar pronto. Nem é permitido o acesso público ao novo espaço: os novos guardinhas da Unesp (terceirizados, diga-se de passagem) não deixam ninguém passear por lá. Com muito custo foi autorizada a entrada dos usuários do Juizado Especial Cível.

Enquanto isso, no antigo campus do centro, já estão tentando exterminar a presença unespiana do coração da sociedade francana. A Fatec, que iria ser instalada no novo espaço e era a desculpa para apressar a mudança da Unesp, não vai mais ficar no antigo campus, mas sim em outro espaço. A estrutura centenária do nosso querido prédio rosa não suporta o maquinário pesado dos cursos técnicos da Fatec.

O drama da biblioteca

A transferência da biblioteca tem causado a maior das polêmicas. Ela foi, possivelmente, a mudança mais planejada pela diretoria. Foi feita, inclusive, uma licitação para selecionar a empresa de logística mais capacitada para a façanha. O fato é que a data para reabertura da biblioteca foi adiada várias vezes. Começaram dizendo que ia reabrir em abril, depois disseram em maio, em junho, e agora correm boatos de que ela nem vai ser transferida e vai continuar funcionando no campus velho mesmo.

Quem mais sofre com isso tudo são os estudantes e os pesquisadores. A biblioteca é a principal fonte de pesquisa de uma faculdade de ciências humanas, e mantê-la de portas fechadas significa atrasar gravemente toda a produção acadêmica da Unesp-Franca, como de relatórios pra Fapesp e CNPq, TCCs, dissertações, teses, etc.

Pra piorar ainda mais, a reitoria (sempre ela) cortou as verbas para a compra de novas prateleiras de livros. Argumentaram eles que é culpa da crise mundial (!!!). O jeito é usar as prateleiras antigas mesmo, mas o problema é que muitas delas são fixas, não podem simplesmente ser removidas para o novo campus. Vale lembrar que a biblioteca antiga já não comportava o acervo total, muitas das novas aquisições (doações de bibliotecas inteiras) nunca foram desencaixotadas...

O passe escolar

Prá completar o drama, a empresa de transporte público municipal não concede meia passagem 24 horas por dia para os estudantes. Para os alunos matriculados no período noturno, por exemplo, só é válida a meia passagem a partir das 18 horas. Logo o aluno que precisar consultar a biblioteca (se ela abrir um dia...), acessar o Pólo de Informática, ou participar de alguma extensão universitária no novo campus terá que arcar com a passagem inteira. O Centro Acadêmico de Direito - http://www.direitounesp.blogspot.com/ - informou que já está tomando providências para sanar o problema. O jeito é esperar pra ver.

Pelo visto, 2009 vai ser um ano inesquecível...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O curioso filme de Brad Pitt


Hoje, uma quinta-feira sem muitas espectativas, resolvi ir ao cinema ver o último lançamento da terra do Tio Sam: O Curioso Caso de Benjamin Button. Após uns bons comentários do filme feitos por minha namorada, resolvi conferir pessoalmente.

Confesso que fiquei impressionado. O filme é baseado em um clássico conto homônimo de Scott Fitzgerald, que conta basicamente a história de um cara que em vez de envelhecer, nasce velho e vai rejuvenescendo ao longo dos anos.

As atuações são boas e o elenco não deixa a desejar. A maquiagem de Pitt, protagonizando Benjamin, está muito boa. Combinada com os discretos efeitos especiais dá um show a parte. Posso dizer que as mais de duas horas e meia de filme fluem com uma naturalidade impressionante. 

O mais legal desse filme é a profundidade das reflexões a que ele leva: vida, tempo, amizade, amor, etc. Na verdade de uma forma bem poética o filme retrata as grandes descobertas da vida, como as alegrias e as desilusões.

As história de Benjamin Button mescla-se com a dos EUA do século XX, abordando rapidamente os principais momentos do país e do mundo no período.

Enfim, recomendo o filme para quem está a fim de refletir sobre a vida, a fim de pensar um pouco nos nossos dilemas existenciais...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Carreira


Êta troço chato.

Eu não sei o que quero ser. Nunca soube. Mas não invejo quem sabe. Cada um cada um. Além do mais eu gosto de um pouco de mistério nada vida.

Só sei das coisas que não quero ser. E em breve acho que vou ter que trabalhar nelas, porque não tenho outra opção: preciso começar a ganhar algum dinheiro.

Não tem jeito, a gente precisa de dinheiro pra ter a tal da "independência financeira", e aí então pode escolher um rumo pra vida.

No fim das contas é como um amigo meu sempre diz: "se trabalhar fosse bom, ninguém pagaria a você para fazê-lo".

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Presidente do STF pede parecer sobre refúgio e adia saída de italiano da prisão






O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, pediu ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, um parecer sobre o pedido de soltura feito pela defesa do italiano Cesare Battisti. Preso desde 2007 no presídio da Papuda, Battisti recebeu status de refugiado político do ministro da Justiça, Tarso Genro, na terça-feira.

Na prática, o pedido de parecer adia a saída do italiano. Mendes questiona se Battisti deve deixar a prisão ou se deve ser mantido em prisão domiciliar. O procurador não tem prazo para responder ao questionamento. Até lá, está mantida a sua prisão.

Mendes optou pelo parecer porque a petição da defesa precisaria ser analisada pelo plenário da Suprema Corte, mas os ministros estão em recesso.

A defesa de Battisti pediu ao Supremo que ele seja solto por considerar que não há motivo para a manutenção de sua prisão preventiva, decretada com fins de extradição, alegando ser irrecorrível a decisão de reconhecimento de refúgio político proferida em recurso ao ministro da Justiça.

A Suprema Corte recebeu ontem um comunicado oficial do Ministério da Justiça informando sobre a concessão do asilo político.

Battisti está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e espera um posicionamento do STF para ganhar liberdade.

Crise

A decisão do governo brasileiro não foi bem recebida na Itália. O governo italiano fez um apelo para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reveja a concessão do refúgio.

Agora, a Itália estuda a possibilidade de recorrer ao STF para anular a decisão do ministro da Justiça.

Acusações

Ex-militante de um grupo chamado PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios. Ele nega que tenha cometido os assassinatos.

Alega que não pode exercer em sua plenitude o direito de defesa. Sustenta que as condenações decorrem de perseguição política do Estado italiano.

Corre no STF um pedido de extradição formulado pelo governo da Itália. Em novembro, o Ministério da Justiça negou pedido de refúgio feito pelo italiano. A decisão de Tarso é resultado de recurso formulado pela defesa de Battisti.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u490969.shtml

Minha humilde opinião

O Brasil não tem a moral pra extraditar nenhum condenado político. Se até hoje o país não foi capaz de responsabilizar os torturadores da ditadura, o que dirá sobre Battisti, que foi condenado a revelia a prisão perpétua..?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Epi... quem?


Essa foto aí do lado obviamente não é minha. Ela é de um filófoso grego bem interessante: Epicuro de Samos. Ele pregava a busca pelo prazer. Mas não é nada sobre se acabar nas festas, curtir a vida adoidado ou coisas desse tipo. Epicuro dizia que o homem, para ser feliz devia buscar o prazer através de apenas três coisas: liberdade, amizade e tempo para meditar. Para ele o prazer seria a ausência de dor.

No fim das contas a gente realmente não precisa de muita coisa pra ser feliz. É aquela velha idéia de curtir o momento e não se preocupar muito com nada, ter uma vida tranquila, sem grandes excessos.

O que é bizarro sobre tudo isso é que as indústria da propaganda usa essas três coisas (liberdade, amizade e tempo pra meditar) pra nos convencer a comprar. Preste atenção nos comerciais da tv.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

É chato hoje perceber
que no seu aniversário de 60 anos
a Declaração dos Direito Humanos
Foi feita só pra inglês ver.

No cotidiano a gente vê
Que nos morros e nos batalhões
Gente é torturada por razões
Fúteis demais para se dizer:

Falar que só batem em puta,
Em bandido e em maconheiro.
Mas batem, batem em gente sem dinheiro,
Em gente que perdeu a capital disputa.

A Carta é só de intenções,
Não vincula poder estatal.
Mas a questão é soberana, é real.
Precisamos punir as infrações.

É querer muito que um dia
Seja a Carta no Brasil respeitada.
Mas penso ser melhor que nada
Dizer que me daria alegria

Ver nas ruas o povo
Indignado, revoltado,
Estando tudo, menos calado e
Pensando ser nada de novo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Apresentação

Olá a todos,

dados os problemas de postagem de comentários do blog do msn, transfiro os posts permanentemente para este blog.

Agora com as férias da faculdade vou ter mais tempo para postar.

Aguardo comentários.

Abs.
Thiago